Sentimentos,comportamentos, analogias astrológicas e espirituais. Este blog tentará trazer temas do cotidiano da mulher.
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Depressão - Todos nós podemos passar por isso.
Sofrimento, tristeza profunda, desânimo pela vida, angustia, ansiedade, medo do futuro, sentimento de incapacidade. Todos podemos sentir isso em determinados momentos da vida, porém quando tornam-se incontroláveis e ocupam a maior parte dos seus pensamentos - CUIDADO - A Depressão pode estar a um passo de você.
Há dias em que não queremos sair de casa, o nosso quarto é o nosso refúgio, a luz do sol incomoda, o escuro assusta, nada mais faz sentido e tudo fica cinza. Normal. Até aí ninguém está maluco ou necessitando de remédios tarja preta, apenas estamos passando por momentos ruins, que necessitam de um isolamento, de um período para reflexão. O que não podemos é mergulhar de cabeça nestes sentimentos e esquecer de viver.
Quando passamos por situações estressantes como a perda de um ente muito querido , precisamos de um tempo para trabalhar o luto e seguir em frente. A perda de um grande amor, traz sofrimento angustia , necessidade de isolamento e de um quarto escuro, só que mais uma vez sair logo da tristeza é imprescindível pois as pessoas instintivamente fogem dos tristes e cabisbaixos. Quem já não ouviu falar: "Você primeiro precisa gostar de você para que os outros também gostem". O Período de luto, mesmo por um "amor vivo" faz parte da recuperação.
Na perda do emprego onde nos entregamos e demos muito de nós, ficamos sem o chão e claro sem dinheiro. Um período de tristeza e isolamento é normal, colocar as ideias em dia é necessário, reestabelecer o controle rapidamente é a chave. Qual novo empregador irá admitir um funcionário triste e revoltado com o mundo?
Também é normal se sentir fragilizado após uma situação estressante como um assalto, estupro ou sequestro. Esta tristeza e medo tende a passar depois de um período de duas semanas a seis meses, depois disto a vida vai entrando nos eixos. Só que às vezes a pessoa não consegue reagir e esta tristeza se transforma em depressão, principalmente nas pessoas com predisposição à doença.Sim, ela pode ser genética. Famílias com históricos de depressão, devem ficar atentas aos primeiros sintomas.
Conheci casos de mulheres com depressão pós parto, que não conseguiram se livrar dos sintomas e se refugiaram em mundos criados por elas onde a entrada de estranhos torna-se impossível, desencadeando aflições muito piores.
Trabalhando em hospital de alta complexidade, convivi com pessoas que se afastaram meses e até anos do trabalho, por causa da Depressão, tornam-se incapazes, infelizes.
Trabalhando em hospital de alta complexidade, convivi com pessoas que se afastaram meses e até anos do trabalho, por causa da Depressão, tornam-se incapazes, infelizes.
Após um período de tristeza, a pessoa esmorece e fica “isolada do mundo”. Não sente vontade de reagir, não acha graça em nada, se sente angustiada, sem energia, chora à toa, tem dificuldade para começar uma tarefa, dificuldade em terminar o que começou, persistência de pensamentos negativos e um mal-estar generalizado: indisposição, dores pelo corpo, insônia ou sonolência, alterações no apetite, falta de memória, concentração, vulnerabilidade, fraqueza, taquicardia, dores de cabeça, suores ou outros sintomas físicos que joga a pessoa pra baixo.(www.espacovidaclinica.com.br)
A pessoa com depressão, não vê saída para seus problemas, não consegue enxergar que existe vida além dos seus maus pensamentos. Nada mais importa, sem ajuda e o fim pode ser muito triste.
Depressão é doença e tem cura. Em muitos casos é necessário a intervenção de terceiros, pois o mesmo não tem forças para sequer enxergar que necessita de ajuda. Medicação, ajuda terapêutica e um ombro amigo operam milagres.
Não negue este ombro a quem necessita de ajuda, muitos não conseguem se fortalecer sem um ombro amigo, não se esqueça que não é somente passando a mão na cabeça e dizendo: "Eu te entendo" e sim mostrando que existe vida além depressão. Não é fácil, a luta é árdua, se a pessoa entrou nessa não foi por vontade própria, por decisão "Ficarei Deprimida" e pronto. Situações, pré disposição genética ou não, meio social, enfim são muitas as variáveis possíveis.
Estudos do Programa de Doenças Afetivas da Universidade Federal de São Paulo atestam que 20% da população brasileira, terá depressão um dia. Em níveis mundiais, as projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS), revelam que daqui a 20 anos, a depressão será a segunda doença incapacitante, perdendo apenas, para a isquemia cerebral. (Portal Viva Bem)
Assim como eu, tenho certeza que muitos que lêem isto agora, não querem fazer parte desta estatística. Muitos podem estar envolvidos pela depressão neste momento e procurar ajuda não é vergonha, é lutar pela qualidade de vida, pela felicidade que não é utópica, pode existir, e fazer parte dela pode ser muito bom.
Não se esqueça, momentos tristes e de sofrimento todos temos, já passamos ou ainda iremos passar, precisamos ter consciência de que é passageiro e que assim como tudo o mais em nossa vida a tristeza também passa. Apenas não podemos nos sentar na beira do caminho e esperar que tudo mude de braços cruzados. É hora de arregaçar as mangas e ir a luta. A felicidade está logo ali, basta você construí-la.
Escrito por Silvia Navarro - Psicóloga
Chamada do Programa sobre Depressão a ser exibido em 25/04/11 no SBT Reporter
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Mulher chora, e muito.
Isto não é novidade para ninguém. Umas choram mais outras menos. Escondido, em público, em silêncio ou não. Umas choram por qualquer razão outras precisam de algo maior. Eu por exemplo não preciso de muito, um bom filme, uma cena triste ou até mesmo alegre, uma situação difícil, inauguração de praça e por ai vai. Um bom filme para se chorar é "Marley e eu", no final do filme chorava de soluçar, as lágrimas pareciam não cessar, nossa como chorei neste filme. E sabem o que foi pior? Meu marido, ao meu lado rindo.... de mim....terrível, lastimável, imperdoável. Mas era profundo o meu pesar pelo Marley, me fazia lembrar meus dois lindos cachorrinhos que se foram, a “Lady Dy” (claro, homenagem a princesa, afinal a ganhei no dia do casamento real) e o Freud (homenagem ao pai da psicanálise), isto e toda a emoção embutida nas cenas do filme foram os ingredientes perfeitos para uma profusão de lágrimas.
Eis uma descrição técnica e breve sobre o choro:
"As lágrimas provocadas pela emoção removem elementos acumulados nas horas de estresse. Elas, literalmente, põem tudo para fora", diz o neurocientista Willian Frey, da Universidade de Minnesotta, nos Estados Unidos, autor de um estudo que revela como funciona essa ação calmante. Fisgado pelos sentimentos, o cérebro fabrica certos neurotransmissores. Esses compostos passam de um neurônio para outro avisando que as glândulas lacrimais precisam ser contraídas. O choro começa.
Chorar pode expressar uma gama de sentimentos, dentre eles a tristeza, dor física, indignação, insegurança, medo ou mesmo felicidade. Chorando colocamos para fora uma dor que não pode ser dita em palavras, pois elas não existem. O bebê, por exemplo, chora para expressar sua fome ou seu desconforto pela fralda suja. É certo que alguns continuam chorando muito tempo depois de já saberem falar além do mamãe e papai, é que, fixaram que no choro conseguem o que querem e com isso continuam chorando. Pratica esta que cabe aos pais consertarem antes que seja tarde.
A maioria das pessoas sente-se melhor depois de chorar, porque liberam todo o sentimento de amargura e sofrimento que traziam no peito. Tomemos cuidado apenas com os sinais pós choro, inchaço dos olhos, vermelhidão, nariz pingando. Eu por exemplo, fico toda “empipocada” de vermelho, parece que tive uma alergia acentuada de camarão. Então se a intenção é disfarçar depois de chorar muito, cuidado, tenha sempre a mão um corretivo, uma boa base ou um pó de arroz. Mas tenho que confessar, nem sempre da certo, o bom mesmo é fingir uma boa renite alérgica, lenço de papel na mão, alguns espirros e pronto, boa renite pra você.
Segundo pesquisas atuais aproximadamente 75% dos homens e 85% das mulheres sentem-se melhor depois de chorar: e isso não é por acaso. Em determinadas situações, nosso cérebro produz certas substâncias, como a prolactina, que ativam a ação das glândulas lacrimais.
“É vero”, mulheres choram mais do que os homens. Dizer que homem não chora é mentira, segundo Willian Frey , “ Elas caem no choro até quatro vezes mais” e “Uma das hipóteses da neurociência para a choradeira feminina é de que as mulheres a partir dos 16 anos fabricam 60% mais de prolactina do que eles." Este é o mesmo hormônio que atua nas glândulas mamárias, para a produção de leite materno.
Junto a isso, temos ainda a formação cultural, onde desde pequenos os meninos ouvem que homem não chora, chorar é coisa de menininha.
Pena, pois chorar faz bem, além de lavar a alma, como se diz no popular, libera toxinas guardadas que podem, a longo prazo se transformar em depressão, ou mesmo doenças psicossomáticas, em seguida podem surgir, pressão alta, úlcera e gastrite. E ainda, crianças que são educadas a reprimir o choro têm muito mais probabilidade de desenvolverem problemas de inibição emocional no futuro.
Porem tenho visto que devido a atual situação, ou melhor, posição que a mulher vem alcançando na sociedade tem feito com que nós mulheres, sejamos mais “duronas”. Como uma alta executiva vai aparecer chorando em uma reunião porque seu cachorrinho morreu? Ou ainda, seu cabeleireiro errou o corte e ela está se sentindo ridícula, começa a chorar em plena exposição de um projeto. Inviável não é? Por isto estatísticas tem mostrado que mais mulheres têm morrido em decorrência de enfartos, é claro que não é só por que não podem extravasar suas emoções, mas sim de um conjunto de fatores que inclui este.
As lágrimas fazem bem sim, mas não podemos chorar o tempo todo , por qualquer motivo e a toda hora. O excesso assim como reprimir o choro, deixa claro que alguma coisa não vai bem. Chorar a perda de alguém muito querido, um problema financeiro ou na família é plenamente justificável. Agora chorar porque não achou sua fruta preferida no mercado ou porque alguém comeu o último bombom da caixa, pode ser um sinal de descompensação emocional, é sinal claro de que algo está acontecendo é será necessário agir com cautela, pois pode estar a um passo de uma depressão severa.
Quando dizemos que alguém chorou com sentimento, queremos dizer que há um motivo, fica claro que existe algo incomodando a ponto de expressar em lágrimas sua dor, é colocar o sentimento para fora que nem sempre é a mesma coisa que simplesmente chorar. Demonstrar o sentimento é muito mais do que derramar algumas lágrimas, é conhecer o real motivo destas gotas que escorrem e mancham nossa maquiagem, é saber que teremos que agir, que a luta continua ou desistir dela. É saber que temos que seguir em frente apesar da dor, apesar do que vai à alma de cada lágrima derramada. Chorar com sentimento e não ter vergonha de dizer que ama ou que odeia, que está triste ou muito feliz. Chorar faz parte do ser humano, faz parte da mulher, faz parte do homem.
· A glândula lacrimal é capaz de produzir aproximadamente 500 mL de lágrimas em um ano.
· Nossa espécie é a única do reino animal capaz de chorar, sendo este evento diretamente relacionado ao nosso instinto de defesa e comunicação.
· “Um bom choro vale mais que várias doses de tranqüilizantes”
· A média de duração do choro é de dois minutos. Mas chega a durar 15min o pranto compulsivo, aquele em que a pessoa soluça, emite sons e até sente dificuldade para respirar.
· O medo pode criar no organismo uma tensão à beira do insuportável. E, para aliviá-la, uma possibilidade é derramar lágrimas.
· Chorar lágrimas de crocodilo é a expressão popular para designar o pranto falso. É que o réptil lacrimeja para manter os olhos umedecidos, e derrama ainda mais lágrimas quando abocanha a presa, por causa das contrações da mandíbula.
Sites utilizados para consulta:
· http://www.brasilescola.com/saude/chorar-faz-bem-saude.htm
http://saude.abril.com.br/edicoes/0277/bem_estar/conteudo_166813.shtml
http://saude.abril.com.br/edicoes/0277/bem_estar/conteudo_166813.shtml
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