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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Existe vida após a vida?



Triste pensar que nunca mais veremos alguém que partiu . 
Que muitas vezes se foi sem ao menos nos dar um adeus, um abraço, um beijo ou um até breve, simplesmente se foi. 
Triste pensar que a vida se encerra com um fechar de olhos.  Somos muito mais do que a nossa consciência nos deixa saber. Somos mais do que podemos e temos permissão de conhecer. 

Como esta escrito no evangelho: - "Não se turbe o vosso coração. - Credes em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, já eu vo-lo teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar. -  ( S. JOÃO, cap. XIV, vv. 1 a 3.)

Acredito na continuação da vida após a morte terrena, acredito que algo muito melhor nos aguarda do outro lado da nossa consciência atual.  


Qual seria a finalidade desta vida com dificuldades, tristezas, dissabores, momentos de alegrias e felicidades, se tudo se acaba com um simples fechar de olhos? Não, não faz sentido. Se este é um planeta de provas e expiações e estamos a caminho da regeneração, começo então a achar sentido. Diria que este é um planeta de aprendizado, de grandes ensinamentos.  Aprendemos com a dor, mas aprendemos também com a alegria, com o amor, com a criança que sorri e com o adulto que chora. Aprendemos na dificuldade, aprendemos na caridade e no amor doado. 


Como é a vida do outro lado? Não sei! Não poderia sabe-lo. Correria então o perigo de querer ir mais cedo ou nunca mais querer voltar.  Sei que depende da minha forma de vida e o que realmente aprendi aqui. Se consegui assimilar o que o Pai quis que eu aprendesse, se vivi de acordo com as lições de Jesus, se cumpri minha missão junto aos meus entes queridos. Tudo irá ficar marcado na minha trajetoria por aqui e marcará pontos a favor ou não.


Se não fiz mal a ninguém e mantive a minha consciência tranqüila em relação ao outro e a mim mesma, terei uma vida melhor do outro lado? 
Mas se errei muito ou pouco, menti, atrapalhei a vida do irmão menos esclarecido, destruí famílias, roubei ou matei , serei castigado?  Como sempre é dito, Deus não castiga. Vivemos em um sistema de causa e efeito, ação e reação, onde apenas colheremos aquilo que plantamos. 

Se seremos ajudados quando do outro lado ou não dependerá da nossa consciência quanto ao mal realizado e do quanto nos arrependemos ou não. Porém a ajuda virá, na hora e momentos adequados e novamente caberá a cada um ajustar- se ou não.  Com tudo isso em que acredito , sei que encontrarei, um dia, breve ou distante, aqueles que fizeram a viagem antes de mim. Poderei então abraçar, sorrir e dizer : " Que bom te reencontrar!"  Então vamos enxugar as lágrimas e preparar melhor a nossa jornada por aqui. Vamos tornar menos pesado o nosso fardo e entender melhor as nossas provas ao invés de mal dize-las. É difícil, eu bem sei disso, e como sei. 



Mas é hora de tentar e tentar e tentar de novo.  Como disse Chico Xavier: "Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode recomeçar agora e fazer um novo fim." 







Nota:

No último dia 06 de junho/12 fez sua viagem para a casa do pai uma pessoa que muito iluminou o caminho por onde andou, deixou uma mensagem de vida, de amor e paz interior, alcançados por  poucos aqui na terra. Sei que agora está na sua morada e seu aprendizado está apenas recomeçando, por isso desejo que essa sua nova jornada seja plena e realizadora. E espere por nós que daqui há algum tempo, breve ou não estaremos voltando a nossa morada.






Isabel Elias, é esse sorriso que queremos guardar em nossas mentes e que iremos reencontrar um dia!

sábado, 12 de maio de 2012

Parabéns aos filhos nesse dia das Mães!

Homenagem a todos os filhos neste dia das Mães. 
Em especial as minhas duas filhas que me inspiraram a escrever.




Obrigada  filha, por me escolher para ser sua mãe! 
Obrigada por me permitir fazer parte da sua trajetória no Planeta Terra!

Se Deus me deu essa tarefa tão importante foi porque me considera apta para tal e você  aceitou esse desafio sem medo ou não, mas estamos aqui enfrentado dia-a-dia tudo o que precisamos aprender.

Sei que às vezes deixo a desejar, que talvez você quisesse uma mãe mais flexível, mais calma, mais bondosa até. Porém necessito ser assim, para te ensinar, te apoiar, te ajudar e  colocar limites nessas vontades tão intensas que você traz consigo.
 
Ser filho também não é fácil! É tarefa para poucos,  saber ouvir, aprender, ter responsabilidade, ser amigo, ter fé, ser gente!

Obrigada minha filha, por acordar todas as manhãs e dizer que me ama, mesmo eu estando descabelada e apressada.

Obrigada por me abraçar do nada e dar beijos tão melosos quanto foi sua mão melada de bala no sofá.

Obrigada por trazer aquela flor colhida do jardim que eu tanto esperei para nascer e você a arrancou sem dó, só para me fazer uma surpresa.

Obrigada pelas noites sem dormir segurando a minha mão e pedindo para que eu não saísse de perto de você nem depois que tivesse pego no sono. Posso até reclamar, mas a sensação é de proteger, é de ser realmente importante para alguém.

Obrigada, por me perguntar sempre se vou voltar para casa de dia, pois quer ficar mais tempo comigo. 

Obrigada por comer a comida que preparo. Às vezes nem com tanto amor como deveria ser,  e  você ainda diz que é a melhor do mundo só para me alegrar.

Obrigada pelos bilhetinhos de "Eu te amo" cheios de coração e com erros de português, tão próprios de quem está aprendendo as primeiras palavras.Adoro vasculhar minhas gavetas e achá-los perdidos por lá mesmo depois de tantos anos. E me emociono a cada achado!

Obrigada por me confidenciar seus medos mais secretos e seus amores exacerbados.

Obrigada por dizer que sou sua melhor amiga e realmente ser.

Obrigada por correr para meus braços para desabafar e chorar mesmo depois de termos brigado. Aquelas briguinhas e rixas que não duram meia hora.

Obrigada por ser minha filha!

Você é muito importante para mim e te amo desde sempre! Obrigada por existir e por cuidar tanto do meu coração de mãe.

E usando as suas palavrinhas: "Mãe eu te amo muito mais do que você me ama, por que eu já te amava antes mesmo de eu nascer, quando lá do céu eu via você aqui embaixo e dizia:- ela vai ser minha mãe!". Existe declaração de amor mais linda e sincera do que esta?

Ser mãe é um dom nato, não se adquiri ou aprende, apenas se nasce com ele e florece na hora certa.


Obrigada minhas filhas!

E Feliz dia das mães para todas as mães, que assim como eu, amam seus filhos e sabem que sem eles não seríamos metade do que somos. 

Parabéns a todas que mesmo não tendo gerado, possuem os filhos dados pela vida, pelas oportunidades. 

Parabéns muito mais do que especial as mães, que no dia de hoje estão em hospitais, casas de saúde, ao pé da cama do filho amado em plena oração pela alma que lhe foi dada para cuidar. Deus com certeza a ouve e fará o melhor por vocês.

E as mães especiais, de crianças mais especiais ainda, que como já disse no começo do texto,  "Se Deus lhe confiou alguém tão especial é porque você tem capacidade e força para ir em frente". Então vá, faça a sua parte é isso que seu filho espera de você.



Silvia Navarro -  mãe e esposa, que amo demais suas  duas filhas confiadas a ela por Deus e que espera estar fazendo o melhor e cada vez melhor. Sempre no caminho da Luz de Deus!


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Você acredita em Bruxas?

Adoro o dia das Bruxas! 
Não me importo nem um pouco de dizerem que estamos no Brasil e tem que ser comemorado o dia do Saci! Deixa ele para outro dia, hoje é o dia das bruxas e ponto.

Quando era criança adorava assistir "A Feiticeira" a melhor bruxa de todas para mim, e queria ser igual a ela. Mexer o nariz e pronto, tudo feito e arrumado, às vezes tudo desarrumado, é verdade, mas fazia parte kkkkkk.
O que é ser Bruxa? É ser aquela velha e feia, vestida de preto e que dá a maçã para a Branca de neve? A Malévola, Vistosa e bonita que se transforma em um dragão? Aquela baixinha e gorda com uma verruga no nariz que quer fazer sopa do João e da Maria?
 
São estas as bruxas que apresentamos para nossos filhos quando contamos as histórias infantis, para fazê-los distinguir o bem do mal. A princesa, indefesa, bonita e frágil sendo perseguida, maltratada quase até a morte pela Bruxa má. 


Por isso gosto do "Mágico de Oz", que apresenta os dois lados como "Bruxas",  a Bruxa má do leste  e a bruxa boa do Oeste. Aí sim vejo uma definição melhor de bruxa.
 
Comecei a ver isso como um mal exemplo quando minhas filhas faziam cara feia e de repulsa quando brincando eu dizia que eu era uma Bruxa e que elas também seriam um dia. Ficavam assustadas e diziam: "Não mamãe, não queremos ser bruxas não, queremos ser princesas!" e ainda completavam: "Você não é Bruxa, é muito boa para ser bruxa!"
O recado estava dado: - hora de quebrar os paradigmas, hora de rever conceitos e mostrar que "ser Bruxa" não era ruim. Hora de assistir, ler e rever "O Mágico de Oz".
Todos nós temos o lado bom e o lado mal, cabe a cada um saber a dosagem certa e escolher o seu carro chefe. Você pode seguir o caminho do mal ou do bem. Deus em sua sabedoria, nos deu o livre arbítrio para que pudéssemos escolher e assim seguirmos o nosso destino ou não. Você é quem sabe. Você é que vai arcar com as consequências das suas escolhas.
O próprio dicionário não ajuda muito: - Definição de Bruxa - "Mulher a quem se atribuem poderes demoníacos; mulher que pratica a magia negra; feiticeira. Fig. Mulher velha e feia." (http://www.dicionarioweb.com.br/bruxa.html) . Com uma definição destas fica realmente difícil fazer com que qualquer criancinha menos desavisada acredite que a bruxa é boa e que não vai coloca-la em seu caldeirão, não é mesmo?
As bruxas eram perseguidas na época de Inquisição e queimadas em praça pública para servir de exemplo do que não se fazer. Sabe-se que muitos foram perseguidos sem realmente serem bruxos, muitos foram queimados e outros, acho que os mais espertos, conseguiram escapar e perpetuar a saga dos bruxos.
Mas será que todos eram maus? Será que só era utilizada magia negra? Será que não haviam curandeiras? Benzedeiras, pessoas "bruxas" do bem? Acredito que a maioria. Mas também é certo que existiam como até hoje as do mal, que visavam a ruína alheia, trabalhavam para a destruição. Mas isso temos até hoje e olha que nem andam mais de chapéu preto e muito menos montadas em vassouras. Podem estar em qualquer parte e muitas vezes com as melhores roupas.
Acredito que muitas e muitos dos bruxos daquela época estão recriados ou reencarnados, para quem acredita, em locais bem distantes de onde ocorreu a Inquisição. E isso inclui nosso Brasil, grande refugio de Bruxos e bruxas daquela época, infelizmente não só dos bons, mas dos maus também. Interpretem da forma que acharem melhor, figurativo ou não, mas como dizia minha linda Vózinha, espanhola "yo no creo em brujas, pero que las hay, las hay." (Eu não creio em bruxas, mas que elas existem existem).
Fica dado o recado. Você quer que seu filho acredite que todas as bruxas são más e todas as princesas são boas? Cuidado ele pode cair na lábia da linda mocinha dos olhos azuis, só que ela pode ser a mais vil das bruxas e menosprezar a bruxinha de cabelos enrolados, que seria a mais gentil das noras. kkkkkkkkkk (o inverso também é verdadeiro ok!) 
Eu acredito em bruxas sim. Boas e Más. Lindas e feias. Gordas e magras. Enfim elas existem e já que estão aí vamos aproveitar o que elas tem de melhor a " Magia do Amor", e espalha-lo por todo o país, por todas as terras, só assim ensinaremos aos nossos filhos a verdadeira noção do que é ser uma Bruxa Boa!
Agora com licença que preciso mexer meu caldeirão!!!!!!



quarta-feira, 6 de abril de 2011

A coragem de uma mulher! Exemplo a ser seguido?


Esta semana fomos presenteados pelos noticiários da Televisão e rádio com a divulgação de um ato corajoso e único, acredito eu, jamais visto neste pais.
Uma mulher sem titubear, com celular em punho, denunciou em tempo real uma execução a tiros de um homem em  um cemitério da capital Paulista, para o 190. O mais incrível de tudo é que os executores eram nada mais nada menos, do que a própria Polícia Militar. E ainda enfrentou os políciais "Carrascos" dizendo que ela havia visto o que eles fizeram e estava falando com a Polícia, como se eles também não fossem.

Bem, os políciais estão presos, serão expulsos da corporação e a mulher está com a identidade preservada e participando agora do programa de proteção a testemunha, que espero profundamente que seja muito bom.

Esta mulher demonstrou uma coragem jamais vista, jamais imaginada por qualquer um de nós, você se imagina tendo uma reação destas frente a esta situação? Creio que não. Provavelmente nos esconderíamos, talvez até tentássemos denunciar depois, ou nos faríamos de mortos, fingindo que nada vimos, não por descaso mas por medo.

Dizem que esta mulher não acredita na Polícia Militar, discordo. Ela confiou na Polícia pois na realidade foi para ela que na hora da indignação pediu socorro, ligou para 190 - Polícia.

Mas o que quero dizer aqui não é apenas a confiança na PM ou não, em todas as profissões temos o lado ruim, temos médico preso por pedofilia outro por abuso sexual, advogados que facilitam a vida de criminosos e por aí vai, existem maus profissionais em todas as áreas. O que mais chama a atenção é a coragem desta mulher. O que faz com que uma pessoa comum que está em um lugar chorando a morte de um ente querido, pegue seu celular e denuncie um assassinato, de peito aberto mostrando a  cara para os "policiais bandidos"? Indignação talvez? Não sei. Mas com certeza, esta mulher que nem sequer gaguejou ao falar ao telefone, juntou uma força interior muito grande para ter tal reação frente a este descaso com a vida humana. No que será que ela pensou na hora? Será que ela imaginou o que poderia acontecer caso não tivesse conseguido efetivar sua denuncia? Que ela também corria risco de vida? Acredito que ela não pensou em nada disso.

Alguns podem falar: "Mas era bandido, estava assaltando". A policia não é Deus, estes homens julgaram e sentenciaram a morte alguém que não teve direito a defesa. Mas ainda dirão: " As vitimas dele também não". Sim concordo, mas que tal deixar este julgamento para quem de direito. Quem somos nós para julgarmos comportamentos, atitudes e até pensamentos?

A coragem desta mulher nos mostra um caminho tortuoso a seguir, um caminho de difícil acesso onde muitos não querem trilhar por medo das consequências, por medo de perderem suas vidas tranquilas e anestesiadas em um mundo particular, onde a violência não chega, onde as janelas estão fechadas para a realidade lá fora. Se não foi comigo nem com a minha família, por que devo me intrometer? Hoje não é, mas quem garante que depois não seja, por um engano ou não alguém dos seus seja preso julgado e sentenciado a morte em questão de minutos por outros "policiais bandidos"? E nem só por isso, se não começarmos a lutar por uma vida melhor, com menos violência e mais civilidade imagine onde iremos parar.

Esta mulher foi guiada por uma força superior, uma certeza interna de que nada lhe aconteceria se fizesse o certo, e o certo era denunciar. Ela tinha certeza de que os maus seriam punidos e que ela ficaria bem. Espero que continue assim, agora ela tem milhares de pessoas rezando para que ela fique bem, e que nós frente a situações que requeirão nossa coragem, tenhamos essa mesma certeza interna para agir corretamente.

Segue a gravação,  materia completa no G1  http://migre.me/4c1Zw


domingo, 3 de abril de 2011

Você daria um animal de estimação ao seu filho? Pense bem!!!



Parecia um domingo normal em família.  Almoço no shopping, cinema e rápido passeio pelas lojas do shopping, foi aí que tudo começou. A passagem pelo petshop, dois cãezinhos para venda uma Shih Tzu de R$ 2090,00 e um Yorkshire  por R$1600,00. Minha pequena criança de cachos, adora cachorrinhos e já há algum tempo pedia um de Natal, aniversário, dia das crianças, dia de coisa nenhuma, se encantou com os pequenos cães, um deles estava sendo comprado, sim existem pessoas que pagam estas pequenas fortunas por cãozinhos indefesos. Começa o drama: - "Mãe, ele vai ficar aí sozinho", "Mãe ele precisa de mim". "Vó, olha ele está triste". A avó comovida lança a pergunta: "Eles parcelam no cartão?"  Com medo das possíveis consequências deste surto, resolvi tirá-las de lá, mas não me livrei do problema , afinal também tínhamos que comprar um certo remédio, para uma certa labradora, hoje acredito que foi desculpa e complô contra minha pessoa. Cobasi, sim com feira de animais, e a volta para a casa com um Lhasa Apso, lindo marom claro, olhos esbugalhados, filhote. Claro que não pagamos aquele preço, podemos dizer que saiu 1/4 daquele valor.

Max


A partir daí minha vida mudou, ele é uma graça, fofo, mas......Cocô, xixi, comida, jornal espalhado pela casa na tentativa de acostumá-lo a fazer suas necessidades básicas em um único local, de preferência longe dos meus olhos e do meu nariz. Está impossível, ele bem que tenta mas não aprende.

O mais interessante é a ligação entre o cãozinho e a criança. Ele só quer  dormir em baixo da cama dela, só está onde ela está, ela chora ao simples fato de ter que deixá-lo sozinho.  Ao sermos duros com ele para ensinar alguns princípios básicos de educação canina e higiene, temos ele chorando de um lado e ela do outro.
Demos a ela além do pequeno Max, a responsabilidade de limpar a sujeira feita por ele e  cuidar da sua alimentação. Ela tem se mostrado preocupada e atenta aos movimentos dele. Quando ele faz seu cocô e xixi, pela casa  ela limpa passa desinfetante e dá bronca nele.

A criança com um bichinho de estimação, desenvolve habilidades e padrões de comportamento diferenciados, ela começa a observar melhor o meio ambiente, pois tem que avaliar o local para deixar seu animalzinho, não pode estar muito frio nem bater tanto sol. A responsabilidade se torna presente no dia a dia em forma de cuidados, carinho e preocupação. A criança participa mais do dia a dia da casa, pois agora ela também é responsável pela limpeza e manutenção dos ambientes de convívio familiar. 
Cabe aos pais não amolecerem frente as dificuldades dos cuidados com o animal, devem sim, orientar, supervisionar e ajudar, mas nunca fazer por eles, a não ser é claro quando estão na escola ou dormindo, mas deve-se deixar claro que as funções são dele e não suas.
A afetividade é mais desenvolvida, compartilha melhor alimentos, espaço e amigos. Para crianças pequenas há a percepção de que o mundo não gira em torno dela, pelo menos não mais, agora a atenção é dividida com o pequeno cão. Conceitos de higiene são aprendidos mais facilmente, lavar as mãos principalmente é muito importante.
O que não podemos deixar acontecer é que o animalzinho se torne o centro do Universo da criança, ela deve ter seus horários e deveres preservados, independentes do cão. Fazer a lição, estudar, dormir no horário certo e acima de tudo saber que existem locais que o seu cãozinho não poderá acompanhar e deverá permanecer em casa. A criança e a família não podem virar reféns nem mudar sua rotina por causa dele.

Mas devo admitir, é difícil! Na realidade os pais têm que ensinar os dois, o filho é o pequeno cão. A paciência dos pais também será treinada.
Na realidade todos os dias tento não me arrepender de ter permitido o presente, lembro então da felicidade da minha pequena criança de cachinhos e penso, esta fase vai passar, logo ele para de fazer suas necessidades pela casa, utilizando seu jornal no quintal, vai dormir na sua caminha, enfim minha vida voltará ao normal. Assim espero. Mas não devo esquecer que daqui há alguns anos, ou na pior das hipóteses há qualquer momento, deverei estar pronta para consolá-la e mostrar que a perda também é uma coisa natural da vida e no caso dos cachorros ocorre um pouco mais rápido.

Enquanto isso devo aguentar o coco pela casa, pano e desinfetante em punho, choro canino e infantil, afinal não basta ser mãe ou pai temos que participar. Agora tenho que ir ver se ele já fez suas necessidades no jornal. Boa sorte!


Nina - a mais fofa

terça-feira, 8 de março de 2011

Ser Mulher

Mulher!


Hoje ser mulher não é fácil. Mas quem disse que no passado era?

Penso muitas vezes que era muito mais difícil. A mulher não podia colocar suas opiniões e muitas vezes não tinha vontade própria. A vontade do pai era a sua e depois a do marido, que muitas vezes era escolhido pela família, gostasse ou não era com o escolhido que viveria o resto da sua vida.

A mulher cabia a educação dos filhos, ensinar a filha a costurar, cozinhar, ser dona de casa. Estudar era para poucas, e ainda em casa com supervisão da mãe. Piano, bordado faziam parte da cultura feminina. Mulher prendada para casar era aquela que sabia bordar muito bem e cozinhar os pratos prediletos da família.
Ao casar pertencia ao marido. Cuidar dos filhos e da casa era o seu universo. Respeitar o marido e obedecer as suas ordens era ser uma esposa exemplar, gostasse ou não do que lhe era imposto devia fazer sem reclamar.
Recebia o dinheiro que o marido lhe dava e devia cuidar para que todas as necessidades da família fossem supridas. Devia aguardar o marido, servir-lhe quando ele quisesse e bem entendesse. Mulher não tinha vontade própria. Mas era mulher e era feliz, dentro do seu universo e fazendo tudo de forma a agradar a todos.


Hoje ouço que ser mulher não é fácil e realmente não é.

A mulher lutou e conseguiu sua independência. Cresci ouvindo minha mãe me aconselhar: "Filha, seja independente, trabalhe e tenha seu próprio dinheiro." Sim com estas palavras, pois é uma mulher simples privada de estudar pelo pai e de trabalhar pelo marido. Aprendeu a cozinhar, a bordar e a costurar. Foi criada para ser mãe, esposa, dona de casa. E sempre fez tudo muito bem. Vejo até hoje ela fazer milagres para o almoço, criar saidas miraculosas para um jantar improvisado. Costurar uma roupa de última hora e ainda aconselhar filhos e netas que precisam de seu ombro. Consegue atender a neta que chama, o filho que chega cansado e o marido que quer sua atenção, em questão de minutos. Sua felicidade é reunir a família em volta de uma mesa, ver todos comendo e ser a última a se servir, pois receia que nem todos comam e ainda desconversa: "Não estou com fome, depois se der eu como". E sorri vendo todos satisfeitos.

Considero, então que ser mulher hoje realmente não é fácil. Não aprendi a costurar, a bordar nem mesmo a cozinhar. Estudei, fiz faculdade. Trabalhei, cresci profissionalmente, fiz uma carreira esmerada em sucesso. Casei, tive filhas, me realizei enquanto mulher. Porem avalio que não sou completa. Não sei costurar, nem bordar , cozinhar aprendi o essencial e ainda muito a desejar. Será que não faltou algo? Será que não faltou o aprender a bordar, as tardes de costura e as prendas de casa com a avó?

A mulher de hoje ficou tão preocupada em não parecer com suas avós e mães que esqueceu de ser mulher, de fazer coisas de mulher. A ascenção profissional passou a ser a principal  meta ficando de lado o restante. Hoje a mulher é mãe depois dos 30 anos e muitas vezes depois dos 40, onde os riscos para mãe e filho são maiores. Opta por fazer um MBA, e deixa de sua vida emocional para um segundo plano.

Não estou aqui defendendo a vida que nossas mães e avós levavam, mas porque não podemos ter um meio termo? Sermos excelentes profissionais, fazermos um MBA, termos uma profissão reconhecida e aprender a bordar, cozinhar e reunir a família em volta de uma mesa aos domingos. Ensinar  nossas filhas a costurar, fazer bolos e cozinhar comidinhas gostosas para uma festa em família?

Ser mulher é dificil agora assim como foi no passado, ninguém disse que seria fácil, mas podemos tornar agradável, admirável para nós e para os outros. Podemos ser felizes sim. E é tão bom ser feliz! É tão bom ser mulher!

Acreditando em reencarnação posso admitir o seguinte: "Se Deus me der a oportunidade de retornar a vida, desejo ser mulher novamente, e acima de tudo ser feminina, muito feminina"
Como disse Chico Xavier:  "Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim."

 Mulher! Adoro ser mulher, adoro ser feminina, só preciso aprender a cozinhar e costurar, depois eu conto se consegui aprender.

Feliz dia Internacional da Mulher!


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

E tem explicação?

Hoje não estou aqui para escrever algo sobre a qual eu tenha algum conhecimento e sim para tentar entender o que está acontecendo.

Desde ontem tenho assistido aos noticiários e posso confessar: Já chorei na frente no televisor. Até o momento que comecei a escrever, o número era de 480 mortos, 400 famílias desabrigadas e com certeza tende a crescer.

Estou falando da tragédia na área Serrana do Rio de Janeiro.

Vi há pouco o resgate de uma senhora que estava no que ainda restava da sua casa e com uma corda jogada por moradores do edifício ao lado, que por ordem de Deus não desmoronou, foi retirada de lá no exato momento em que tudo era levado pelas águas. Desesperada e com um pequeno cachorro nos braços, viu-se obrigada a solta-lo para que pudesse salvar a sua vida e ser içada por quase 10 metros, por dois rapazes que se machucaram mas salvaram sua vida.

A explicação técnica e racional para tal tragédia está sendo o crescimento desordenado das cidades e a falta de fiscalização das autoridades. Concordo é claro, quem poderia discordar nesta altura dos acontecimentos. Mas não é disso que gostaria de tratar aqui e sim o por que de tantos desastres, tantos desajustes da natureza.

Pensei muito nisso tudo desde ontem e é claro que não cheguei a nenhuma conclusão e sim apenas a mais e mais indagações.

Por que quase sempre estas tragédias acontecem no Rio de Janeiro?
Por que desta vez a tragédia teve esta dimensão e estrago tão grandes que leva ao estarrecimento geral?
Por que especificamente com estas pessoas, com esta população, algumas já tão sofridas e outras nem tanto assim?
Por que a natureza tem mostrado sua força tantas e tantas vezes?

Não sei a resposta para nenhuma delas, na realidade tenho até receio de tentar responder alguma.

Mas isto poderia ter acontecido comigo, com você, com algum familiar, enfim com qualquer um. Assim como havia por lá algumas famílias de férias, nós também poderíamos ter escolhido aqueles locais para descansar e confraternizar com a família, mas optamos por ficarmos onde estamos ou irmos para outros locais, tão seguros quanto achamos que eram estes que se acabaram.

O que fazer agora? Eu, você, nós que estamos aqui em local seguro. Acredito que primeiramente e orar, primeiro pelos que não resistiram as águas, para que encontrem do outro lado, seja o que for, pela crença de cada um, o melhor para eles, que estejam na luz e que encontrem a paz. Orar pelos que conseguiram sobreviver, que tenham forças para enterrar seus mortos e reerguer suas casas e suas vidas. E sempre orar em agradecimento por estarmos bem, e por termos forças para pedir pelos que necessitam.

Independente de crença e de religião, estas questões estarão sempre vivas e cabe a cada um encontrar as suas respostas. Eu ainda não encontrei as minhas, mas continuarei procurando.

E claro ajudar sempre com o que pudermos, abaixo segue link com alguns locais que estão arrecadando qualquer tipo de ajuda aos desabrigados.

(http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/chuvas-no-rj/noticia/2011/01/saiba-como-ajudar-os-desabrigados-da-chuva-na-regiao-serrana-do-rio.html)

Vídeo do resgate


Que Deus esteja sempre com cada um de nós.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Mulher chora, e muito.



                                      
 Isto não é novidade para ninguém. Umas choram mais outras menos. Escondido, em público, em silêncio ou não. Umas choram por qualquer razão outras precisam de algo maior. Eu por exemplo não preciso de muito, um bom filme, uma cena triste ou até mesmo alegre, uma situação difícil, inauguração de praça e por ai vai. Um bom filme para se chorar é "Marley e eu", no final do filme chorava de soluçar, as lágrimas pareciam não cessar, nossa como chorei neste filme. E sabem o que foi pior? Meu marido, ao meu lado rindo.... de mim....terrível, lastimável, imperdoável. Mas era profundo o meu pesar pelo Marley, me fazia lembrar meus dois lindos cachorrinhos que se foram, a “Lady Dy” (claro, homenagem a princesa, afinal  a ganhei  no dia do casamento real) e o Freud (homenagem ao pai da psicanálise), isto e toda a emoção embutida nas cenas do filme foram os ingredientes perfeitos para uma profusão de lágrimas.
Eis uma descrição técnica e breve sobre o choro:
"As lágrimas provocadas pela emoção removem elementos acumulados nas horas de estresse. Elas, literalmente, põem tudo para fora", diz o neurocientista Willian Frey, da Universidade de Minnesotta, nos Estados Unidos, autor de um estudo que revela como funciona essa ação calmante. Fisgado pelos sentimentos, o cérebro fabrica certos neurotransmissores. Esses compostos passam de um neurônio para outro avisando que as glândulas lacrimais precisam ser contraídas. O choro começa.

Chorar pode expressar uma gama de sentimentos, dentre eles a tristeza, dor física, indignação, insegurança, medo ou mesmo felicidade. Chorando colocamos para fora uma dor que não pode ser dita em palavras, pois elas não existem. O bebê, por exemplo, chora para expressar sua fome ou seu desconforto pela fralda suja. É certo que alguns continuam chorando muito tempo depois de já saberem falar além do mamãe e papai, é que,  fixaram que no choro conseguem o que querem e com isso continuam chorando. Pratica esta que cabe aos pais consertarem antes que seja tarde.
A maioria das pessoas sente-se melhor depois de chorar, porque liberam todo o sentimento de amargura e sofrimento que traziam no peito. Tomemos cuidado apenas com os sinais pós choro, inchaço dos olhos, vermelhidão, nariz pingando.  Eu por exemplo, fico toda “empipocada” de vermelho, parece que tive uma alergia acentuada de camarão. Então se a intenção é disfarçar depois de chorar muito, cuidado, tenha sempre a mão um corretivo,  uma boa base ou um pó de arroz. Mas tenho que confessar, nem sempre da certo, o bom mesmo é fingir uma boa renite alérgica, lenço de papel na mão, alguns espirros e pronto, boa renite pra você.
Segundo pesquisas atuais aproximadamente 75% dos homens e 85% das mulheres sentem-se melhor depois de chorar: e isso não é por acaso. Em determinadas situações, nosso cérebro produz certas substâncias, como a prolactina, que ativam a ação das glândulas lacrimais.
“É vero”, mulheres choram mais do que os homens. Dizer que homem não chora é mentira, segundo Willian Frey , “ Elas caem no choro até quatro vezes mais” e “Uma das hipóteses da neurociência para a choradeira feminina é de que as mulheres a partir dos 16 anos fabricam 60% mais de prolactina do que eles."  Este é o mesmo hormônio que atua nas glândulas mamárias, para a produção de leite materno.
Junto a isso, temos ainda a formação cultural, onde desde pequenos os meninos ouvem que homem não chora, chorar é coisa de menininha.
Pena, pois chorar faz bem, além de lavar a alma, como se diz no popular, libera toxinas guardadas que podem, a longo prazo se  transformar em depressão, ou mesmo doenças psicossomáticas, em seguida podem surgir, pressão alta, úlcera e gastrite. E ainda, crianças que são educadas a reprimir o choro têm muito mais probabilidade de desenvolverem problemas de inibição emocional no futuro.
Porem tenho visto que devido a atual situação, ou melhor, posição que a mulher vem alcançando na sociedade tem feito com que  nós mulheres, sejamos mais “duronas”. Como uma alta executiva vai aparecer chorando em uma reunião porque seu cachorrinho morreu? Ou ainda, seu cabeleireiro errou o corte e ela está se sentindo ridícula, começa a chorar em plena exposição de um projeto. Inviável não é? Por isto estatísticas tem mostrado que mais mulheres têm morrido em decorrência de enfartos, é claro que não é só por que não podem extravasar suas emoções, mas sim de um conjunto de fatores que inclui este.
As lágrimas fazem bem sim, mas não podemos chorar o tempo todo , por qualquer motivo e a toda hora. O excesso assim como reprimir o choro, deixa claro que alguma coisa não vai bem. Chorar a perda de alguém muito querido, um problema financeiro ou na família é plenamente justificável.  Agora chorar porque  não achou sua fruta preferida no mercado ou porque alguém comeu o último bombom da caixa, pode ser um sinal de descompensação emocional, é sinal claro de que algo está acontecendo é será necessário agir com cautela, pois pode estar a um passo de uma depressão severa.
Quando dizemos que alguém chorou com sentimento, queremos dizer que há um motivo, fica claro que existe algo incomodando a ponto de expressar em lágrimas sua dor, é colocar o sentimento para fora que nem sempre é a mesma coisa que simplesmente chorar. Demonstrar o sentimento é muito mais do que derramar algumas lágrimas, é conhecer o real motivo destas gotas que escorrem e mancham nossa maquiagem, é saber que teremos que agir, que a luta continua  ou desistir dela. É saber que temos que seguir em frente apesar da dor, apesar do que vai à alma de cada lágrima derramada. Chorar com sentimento e não ter vergonha de dizer que ama ou que odeia, que está triste ou muito feliz. Chorar faz parte do ser humano, faz parte da mulher, faz parte do homem.   

Curiosidades:
·         A glândula lacrimal é capaz de produzir aproximadamente 500 mL de lágrimas em um ano.
·         Nossa espécie é a única do reino animal capaz de chorar, sendo este evento diretamente relacionado ao nosso instinto de defesa e comunicação.
·         “Um bom choro vale mais que várias doses de tranqüilizantes”
·         A média de duração do choro é de dois minutos. Mas chega a durar 15min o pranto compulsivo, aquele em que a pessoa soluça, emite sons e até sente dificuldade para respirar.
·         O medo pode criar no organismo uma tensão à beira do insuportável. E, para aliviá-la, uma possibilidade é derramar lágrimas.
·         Chorar lágrimas de crocodilo é a expressão popular para designar o pranto falso. É que o réptil lacrimeja para manter os olhos umedecidos, e derrama ainda mais lágrimas quando abocanha a presa, por causa das contrações da mandíbula.
                                       


Sites utilizados para consulta:
·         http://www.brasilescola.com/saude/chorar-faz-bem-saude.htm
http://saude.abril.com.br/edicoes/0277/bem_estar/conteudo_166813.shtml